11 de jun. de 2012

Microscopia

Microscopia



Microscópio Óptico
É o microscópio mais utilizado em laboratórios de análises clínicas. Assim como outros tipos de microscópios, o microscópio óptico (MO) é composto pelo sistema mecânico e pelo sistema óptico, os quais, em conjunto, permitem a visualização de estruturas invisíveis a olho nu.

Sistema Mecânico
- Base ou pé = deve ser firme e com grande diâmetro para uma boa estabilidade do aparelho;
- Braço = local por onde o aparelho deverá ser pego para movimentação;
- Tubo ou canhão = é a parte de comunicação entre as oculares e as objetivas;
- Revólver = local onde estão fixadas as lentes objetivas;
- Mesa ou platina = recebe a lâmina que contém o material a ser pesquisado;
- Charriot = permite fazer a variação do campo de pesquisa. Prende a lâmina deslocando-a  horizontalmente sobre o plano de pesquisa;
- Botão macrométrico = realiza os primeiros ajustes para uma perfeita focalização;
- Botão micrométrico = ressalta detalhes durante a pesquisa.
Sistema Óptico
- Oculares = fazem o aumento da imagem formada pela objetiva. Sua capacidade de aumento pode ser de 4x, 10x, 12x e 15x;
- Objetivas = possuem a capacidade de aumentos de 10x, 40x, 45x, 60x. são usadas em quaisquer tipos de pesquisa;
- Objetiva de imersão (100x)= é utilizada quando há necessidade de grande precisão na pesquisa;
- Condensador = concentra a luz e projeta um feixe luminoso sobre o objeto de estudo;
- Diafragma = parte constituinte do condensador, a qual permite a regulagem da quantidade de luminosidade a ser projetada sobre a amostra;
- Filtro = parte constituinte do condensador, a qual permite melhorar a visualização do objeto analisado através da seleção de comprimentos de onda. Geralmente, o filtro pode ser azul, verde ou vermelho;
- Fonte luminosa = pode ser própria (lâmpada) ou natural (raios solares convergidos através de um espelho).
Obs.:
- A imagem proporcionada pelo MO é aumentada, virtual e invertida em relação ao objeto examinado
Calcula-se o aumento da imagem, multiplicando-se o aumento da ocular pelo aumento da objetiva. Ex.: Ocular de 10x e objetiva de 40x = Aumento de 400x.
- Campo microscópico é a área da preparação que se está observando ao MO Quanto maior o aumento da imagem, menor é a abrangência do campo;
- Em virtude do último item, sempre se inicia a observação ao MO com uma combinação de lentes que proporcione o menor aumento, a fim de se ter uma visão panorâmica da região que se quer observar com maior aumento



MANEJO DO MICROSCÓPIO
1. Acender a lâmpada do sistema de iluminação.

2. Abrir totalmente o diafragma e colocar o sistema condensador - diafragma na posição mais elevada, pois é aquela que permite melhor iluminação.
3. Movimentar o revólver, colocando em posição a objetiva de menor aumento (4x).
4. Tomar a lâmina (com ou sem a lamínula) para cima e colocá-la na platina, prendendo-a com os grampos.
5. Movimentar o charriot, fazendo com que o preparado fique em baixo da objetiva.
6. Com o botão macrométrico, elevar a platina ao máximo, observando que a objetiva não toque na lamínula, pois poderá quebrá-la.
7. Focalizar a preparação para a obtenção de uma imagem nítida, movimentando o botão macrométrico e abaixando a platina até que se possa visualizar a imagem.
8. Aperfeiçoar o foco com o botão micrométrico.
9. Colocar a região do preparado que se quer ver com maior aumento bem no centro do campo visual
da lente.
10. Movimentar o revólver, colocando em posição a objetiva de 10X (aumento médio).
11. Aperfeiçoar o foco com o botão micrométrico.
12. Colocar a objetiva de 40X (maior aumento) em posição e aperfeiçoar o foco com o botão micrométrico.
13. A objetiva de 100x é chamada de imersão. Para utilizá-la, deve-se proceder da seguinte maneira:
a) Acender a lâmpada do sistema de iluminação
b) Abrir totalmente o diafragma e colocar o sistema condensador - diafragma na posição mais elevada, pois é aquela que permite melhor iluminação
c) Movimentar o revólver, colocando em posição a objetiva de 100x
d) Tomar a lâmina (com ou sem a lamínula) para cima e colocá-la na platina, prendendo-a com os grampos
e) Pingar uma gota de óleo de imersão no campo a ser focalizado
f) Com o botão macrométrico, elevar a platina ao máximo, até que a objetiva de 100x toque a superfície do óleo de imersão
g) Aperfeiçoar o foco com o botão micrométrica
h)Sempre que terminar a análise, baixar a platina, retirar a lâmina, e limpar a objetiva com solução de limpeza (xilol ou éter). A lâmina pode ser limpa com papel, fazendo-se movimentos leves e retilíneos.
Microscópio de Contraste de Fases
O estudo microscópio de tecidos vivos é difícil, uma vez que seus componentes, com raras exceções, são incolores e transparentes. A velocidade com que a luz atravessa um corpo transparente depende da quantidade de matéria presente. Como diversas estruturas celulares (núcleo, mitocôndrias, grânulos de secreção) têm índices de refração diferentes, o microscópio de contraste de fases consegue transformar essas diferenças, através de dispositivos específicos, em diferenças de intensidade luminosa. Isso possibilita uma melhor visualização dos componentes celulares.
Microscópio Confocal
No microscópio confocal, o preparado é iluminado por um delgado feixe de raios laser que varre o corte iluminando ponto por ponto um determinado plano da célula, realizando assim, um “corte óptico”. Geralmente, as células são tratadas com substância fluorescentes, as quais emitem luz que é captada e tratado por um computador que fornece os sinais para um monitor de vídeo.
Microscópio confocal de varrimento a laser (by courtesy of Bioengineering AG, Switzerland).
Microscopia de Fluorescência
O material a ser analisado é tratado com corantes específicos fluorescentes. A luz utilizada nesse tipo de microscópio é a ultravioleta, a qual permite que somente as partes fluorescentes apareçam em campo escuro. Depois da lente objetiva são colocados filtros que deixam passar a luz, mas eliminam a radiação ultravioleta, para proteger os olhos do observador.
Mitocôndria

Microscopia Eletrônica

O microscópio eletrônico tem alta resolução e as imagens obtidas mostram uma riqueza de detalhes surpreendente. Ao invés de serem utilizadas ondas de energia luminosa, utiliza-se um feixe de elétrons, os quais acabam por formar imagens muito mais nítidas, por não serem absorvidos, mas sim desviados pelas estruturas celulares.

Pulga


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