29 de nov. de 2012

1º Pensa Rápido: Resposta Imunológica Celular e Molecular

Este é o primeiro "Pensa Rápido", serão postagens curtas e objetivas a fim de esclarecer temas e termos em geral da área.
O "Pensa Rápido" dessa vez abordará um pouco da resposta imunológica, nosso meio de defesa aos antígenos.
A resposta imunológica é dividida em duas partes, a humoral e a celular. A resposta humoral é mediada pelos anticorpos presentes no sangue e líquidos biológicos. Este anticorpo pode combinar com o antígeno neutralizando-o, ou formando imunocomplexos favorecendo a fagocitose.
Outro tipo importante de resposta caracteriza-se pela produção de linfócitos sensibilizados (resposta celular), os quais possuem receptores ativos em sua superfície. Estas células (LT) estão envolvidas nos fenômenos de imunidade celular, tais como reações a aloenxertos, hipersensibilidade retardada etc.
A resposta humoral é dividida em 'Resposta Primária' (onde ocorre a penetração de um antígeno, natural ou artificialmente, pela primeira vez em um organismo e leva a proliferação e diferenciação de uma população de células especializadas na síntese de anticorpos, os plasmócitos) e 'Resposta Secundária' (onde ocorre a penetração de um antígeno natural ou artificialmente pela segunda ou mais vezes induzindo a resposta secundária ou anamnéstica que possui maior eficácia que a primeira, desde que é necessária dose menor do imunógeno para desencadear a resposta imunológica e maior titulação de anticorpos para o combate).
Na imunidade mediada por células (Resposta Celular), a célula efetora é um linfócito T, circulante, capaz de reagir especificamente ao contato do antígeno. A resposta é rápida e seu nível eleva-se rapidamente, mantendo-se elevado durante anos. Apresenta também resposta primária e secundária.

Até o próximo "Pensa Rápido"

Fonte: "Imunologia Geral" - Livraria Atheneu 1988

15 de out. de 2012

Soluções

O mundo que nos rodeia é constituído por sistemas formados por mais de uma substância: as misturas. A água que bebemos e o ar atmosférico são exemplos de sistemas comuns. Soluções são misturas de duas ou mais substâncias que apresentam aspecto uniforme.
Existem as soluções:
*Sólidas (latão = Cu + Zn);
*Gasosas (ar atmosférico = N2 + O2 + CO2 etc);
*Llíquidas (água do mar = sais + O2 ; álcool = etanol + água).

Nos laboratórios e nas indústrias as soluções líquidas são as mais utilizadas. Essas soluções são sistemas homogêneos, formados por uma ou mais substâncias dissolvidas (soluto) num líquido (solvente), que não formam depósito no fundo do recipiente (corpo de chão).
Portanto, SOLUÇÃO = SOLUTO + SOLVENTE.

Concentração Comum (C)
 
É a relação entre a massa do soluto e o volume da solução.


O rótulo do frasco de reagentes ao lado, nos indica que existe 50 g de NiSO4 em 1,0 L de solução:



Assim, temos:






 
Exercícios:
 
1- Uma solução foi preparada adicionando-se 40 g de NaOH em água suficiente para produzir 400 mL de solução. Calcule a concentração da solução em g/mL e g/L.
2- (Puccamp – SP) Evapora-se totalmente o solvente de 250 mL de uma solução aquosa de MgCl2 de concentração 8,0 g/L. Quantos gramas de MgCl2 são obtidos?
3- Considere o esquema a seguir, dos qual foram retirados três alíquotas A, B, C, a partir de uma mesma solução aquosa. Responda às seguintes questões:
a) Qual é a massa de soluto existente no recipiente A?
b) Qual é a concentração em g/mL da solução contida no recipiente B?
c) Qual é a concentração em mg/mL da solução contida no recipiente C?
d) Se toda a água presente na solução original, após a retirada das três amostras, fosse evaporada, qual seria a massa de soluto obtida?

13 de set. de 2012

Nomenclatura de Fármacos

"Todas as substâncias são venenos; não há nenhuma que não seja veneno. A dose correta diferencia um veneno de um remédio" Paracelso

Os fármacos possuem três ou mais nomes.
Estes nomes são os seguintes:
* Sigla, número do código ou designação do código;
* Nome químico;
* Nome registrado, nome patenteado, nome comercial ou nome próprio;
* Nome genérico, nome oficial ou nome comum;
* Sinônimos e outros nomes.

A sigla é formada geralmente com as iniciais do laboratório ou do pesquisador ou do grupo de pesquisas que preparou ou ensaiou o fármaco pela primeira vez, seguidas de um número. Não identifica a estrutura química do fármaco. Deixa de ser usada logo que for escolhido um nome adequado. Fármacos há com duas ou mais siglas.
O nome químico é o único que descreve a estrutura química do fármaco. É dado de acordo com as regras de nomenclatura dos compostos químicos. Visto que às vezes é  muito longo, o nome químico não é adequado para uso rotineiro. O nome químico deve ser escrito em letras minúsculas. Um fármaco pode ter vários nomes químicos, pois há diversas maneiras de nomeá-lo.
O nome registrado refere-se ao nome individual selecionado e usado pelo fabricante do fármaco ou medicameno. Se o medicamento é fabricado por mais de uma empresa, como frequentemente acontece, cada firma dá o seu próprio nome registrado. Às vezes o nome patenteado refere-se a uma formulação e não a uma única substância química. O nome patenteado deve ser escrito com iniciais maiúsculas de ada palavra do nome. Um fármaco poderá ter divesos nomes registrados, dependendo do número de fabricantes.

O nome genérico refere-se ao nome comum, pelo qual um fármaco é conhecido como substância isolada, sem levar em conra o fabricante. Devia ser simples, conciso e significativo, mas frequentemente não é. Deve ser escrito com a inicial minúscula. Este nome é escolhido pelos órgãos oficiais. No Brasil, pelo Ministério da Saúde. Em escala mundial, é a Organização Mundial de Saúde a entidade oficial incumbida de selecionar, aprovar e divulgar os nomes genéricos de fármacos. Os nomes oficiais de fármacos, porém, variam conforme a língua, à semelhança do que ocorre com os nomes das pessoas. Assim, temos: risperidonum (latim), risperidone (inglês), risperidon (russo), risperidone (francês), risperidona (espanhol) e risperidona (português).
Sinônimos são os nomes diferentes dos dados pela OMS, mas consagrados em alguns países, e/ou os antigos nomes oficiais. Alguns fármacos podem ter vários nomes.
Presume-se, em geral, que os medicamentos que têm o mesmo nome oficial, mas nomes comerciais diferentes, por serem fabricados por laboratórios diferentes, são bioequivalentes. Isso, porém, nem sempre sucede; tais medicamentos podem diferir sensivelmente em sua ação farmacológica, farmacocinética e outras propriedades; vale dizer, podem não ser bioequivalentes. Diversos fatores - principalmente de formulação e fabricação - são responsáveis por esta diferença.

Fonte: Dicionário Terapêutico Guanabara Edição 2010/2011


10 de set. de 2012