A imagem busca mostrar os danos no organismo causados pelo cigarro, através de um modelo de jogo - o Arkanoid.
31 de mai. de 2011
O que o cigarro faz com o seu organismo...
Recebi um e-mail de um blog de Biomedicina (Biomedicina Padrão) contendo uma imagem muito interessante sobre a ação do cigarro no organismo.
Dia Mundial Sem Tabaco - Fumar pra quê?
O objetivo da data é destacar os riscos à saúde associados ao tabagismo e cobrar políticas eficazes para a redução do consumo. O tabagismo é a segunda maior causa de morte do mundo, após a hipertensão, e atualmente mata um em cada dez adultos. A FCTC é o principal instrumento mundial de controle do tabaco.
A Assembleia Mundial de Saúde criou o Dia Mundial Sem Tabaco em 1987 para chamar a atenção de todo o mundo para a epidemia do tabaco e seus efeitos letais, dando oportunidade de destacar mensagens específicas de combate ao tabagismo e promover a aderência à Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco. O tabagismo é a maior causa de morte prevenível enfrentada pela comunidade médica.
A Composição do Cigarro
Até setecentos aditivos químicos talvez entrem nos ingredientes utilizados na fabricação de cigarros, mas a lei permite que os fabricantes guardem a lista em segredo. No entanto, constam entre os ingredientes matais pesados, pesticidas e inseticidas. Alguns são tão tóxicos que é ilegal despejá-los em aterros. Aquela atraente espiral de fumaça está repleta de umas 4.000 substâncias, entre as quais acetona, arsênico, butano, monóxido de carbono e cianido. Os pulmões dos fumantes e de quem está perto ficam expostos a pelo menos 43 substâncias comprovadamente cancerígenas.
Composição Química do cigarro:
*Alcatrão: é um composto de mais de 40 substâncias comprovadamente cancerígenas. Ele contém resíduos de agrotóxicos, como o DDT, além de substâncias radioativas, como o Polônio 210 e Carbono 14.
*Monóxido de Carbono (CO): é um gás, não inflamável, inodoro, incolor, muito perigoso tendo em vista seu alto teor de toxicidade.
*Nicotina: é uma substância alcalóide básico, liquida de cor amarela, com cheiro desagradável e venenoso, que constitui o princípio ativo do tabaco. Ela provoca cancro nos pulmões devido a metilização que ocorre no DNA (liga um radical metila, CH3). É uma droga que causa dependência e que atua no sistema nervoso central. Atinge o cérebro entre dois e quatro segundos. Ela aumenta a liberação de catecolaminas, que aceleram a freqüência cardíaca, causa a vasoconstricção e hipertensão arterial, provoca uma maior adesividade plaquetária e, juntamente com o monóxido de carbono, leva à arteriosclerose, estimula no aparelho gastrintestinal a produção de ácido clorídrico.
É causadora de úlceras gástrica, estimula o sistema parassimpático, o que pode provocar diarréias e ainda libera substâncias quimiotáxicas no pulmão, atraindo para o órgão os leucócitos neutrófilos polimorfonucleares, a maior fonte de elastase, que destrói a elastina e provoca o enfisema pulmonar.
Hoje é o Dia Mundial sem Tabaco, faça parte dessa ação.
Ajude seus familiares, amigos e você. Não fume nem seja um fumante passivo.
Diga não ao cigarro!
Ajude seus familiares, amigos e você. Não fume nem seja um fumante passivo.
Diga não ao cigarro!
Saiba mais sobre o cigarro e tabagismo
11 de mai. de 2011
Hepatite A - Parte I
Hepatite A - Parte I "O Histórico"
A hepatite A é conhecida desde as antigas civilizações chinesa, grega e romana, mas o primeiro relato escrito, segundo revisão feita por Cockayne (1912), foi a descrição de uma epidemia na ilha de Minorca no século 18 (Epidemic Diseases of Minorca, 1744 to1749). A seguir, muitos outros relatos de epidemias foram feitos, e a denominação de icterícia catarral foi dada por Virchow, devido à quantidade de trombos biliares observados nas necropsias, admitindo o autor que a obstrução biliar era a causa da doença (icterícia). Essa denominação foi utilizada até a década de 40. Em 1908 e 1912, McDonalds e Cockayne, respectivamente utilizaram a palavra vírus para se referir à etiologia da icterícia catarral; no entanto a palavra foi usada no seu sentido genérico, de um agente lesivo, tendo sido utilizada inclusive a expressão “agente virulento”. Uma suspeita mais justificada da etiologia virótica da doença só foi feita em 1931 por Findlay e cols, que, em relato a Royal Society of Tropical Medicine and Hygiene, discorrem sobre a história da doença e de uma epidemia recente, admitindo que era causada por um vírus, agente ultramicroscópico, que só infecta o homem.
O fato interessante nessa época foi o aparecimento da doença em um dos autores, menos de cinco semanas depois de haver manipulado o soro de pacientes com icterícia catarral, tendo sido essa a primeira evidencia de transmissão da doença através do soro de pacientes nas fases iniciais da infecção. A transmissão da doença do homem ao homem foi demonstrada em voluntários na Alemanha em 1942, no Oriente Médio em 1943 e nos Estados Unidos da América em 1944. Esses experimentos estabeleceram o período de incubação da doença e demonstraram que ela era transmitida pela ingestão de fezes e, excepcionalmente de soro, se esse fosse originado de um indivíduo nos primeiros dias da doença.
Foi em humanos que o grupo da Universidade de Yale não só confirmou a transmissão fecal-oral, como também observou que a inoculação de soro era capaz de produzir icterícia com período de incubação muito maior do que o da icterícia catarral. Esse grupo estabeleceu com clareza a existência de duas formas de hepatite, uma, a hepatite infecciosa e outra, a icterícia sérica ou hepatite a soro homólogo, com períodos de incubação bem distintos e modo de transmissão diferente. Nessa época propuseram a utilização do nome hepatite A para a hepatite infecciosa e hepatite B para a icterícia sérica. Tinham idéia clara da etiologia viral, mas não estavam seguros se o vírus era o mesmo ou se havia diferentes vírus. A expressão icterícia catarral foi definitivamente abandonada após as observações em humanos, realizados em uma escola de excepcionais em State Island, NY. Nesses estudos, se confirmaram as observações anteriores e se demonstrou a utilidade da dosagem da transaminase glutâmico-oxalacética para identificar a hepatite infecciosa em pacientes oligossintomáticos e anictéricos. Foi no estudo de um surto de casos na vizinhança da escola que obtiveram duas misturas de soros padrão, MS-1 que transmitia a hepatite A e MS-2 que transmitia a hepatite B. Foi o MS1 que possibilitou a obtenção do primeiro modelo experimental, após sua inoculação em saguis31 A partir dos saguis infectados se conseguiu, pela primeira vez, através da imuno microscopia eletrônica, demonstrar partículas virais nas fezes de pacientes nas fases iniciais da hepatite A.
20 de mar. de 2011
EAS - Elementos Anormais de Sedimentoscopia
EXAME MICROSCÓPICO DA URINA
COMPONENTES DO SEDIMENTO URINÁRIO
• CÉLULAS SANGUÍNEAS:
Hemácias e leucócitos. A presença de grande quantidade de hemácias na urina é chamada de hematúria. A presença de raras hemácias é considerado normal. A presença de grande quantidade de leucócitos na urina é chamada de piúria. Até 8 piócitos por campo é considerado normal. A presença de hemácias em grande quantidade na urina pode acontecer em infecções do trato urinário, traumatismos, hemorragias de diversas origens, alguns tipos de câncer, estados inflamatórios e doenças renais. A presença de grande quantidade de leucócitos na urina pode acontecer em infecções do trato urinário, inflamações de diversas origens, doenças renais, alguns tipos de câncer, alguns tipos de DST e outras.
• CÉLULAS EPITELIAIS:
As células epiteliais são constantemente descamadas do revestimento interno do trato urinário. As células do epitélio vaginal e uretral aparecem grandes, planas, com núcleo distinto e grande citoplasma. Células menos comuns no sedimento urinário são as da bexiga e túbulo renal. As do túbulo renal podem ser indicadoras de doença renal.
• MICROORGANISMOS:
Os microorganismos que podem ser encontrados no sedimento urinário são principalmente: bactérias, leveduras e protozoários.
• Bactérias - podem aparecer todos os constituintes da morfologia bacteriana.
• Leveduras - São de tamanho menor que as hemácias, porém são muito similares a estas. As leveduras são ovóides e podem ser observadas em brotação ou cadeia (hifas). A mais comumente encontrada no sedimento urinário é a Candida albicans.
• Protozoários - Os protozoários do tipo Trichomonas são os mais comumente encontrados no sedimento urinário. È um protozoário flagelado transmitido sexualmente que provoca infecção do trato urinário e pode levar à infecção de vias superiores quando não tratada. Existem 2 tipos principais de Trichomonas vaginalis e Trichomonas hominis. Porém devido à extrema semelhança entre estes dois tipos, não é possível distingui-las ao microscópio, por isto utilizamos o termo "presença de Trichomonas sp".
• Espermatozóides - São ocasionalmente observados em amostras de urina. São facilmente reconhecidos devido à sua morfologia característica. Devem ser mencionados somente em urinas masculinas, caso contrário, não mencionar a presença.
• CILINDROS:
São formados quando a proteína se acumula e precipita nos túbulos renais e são levados pela urina. A presença de cilindros na urina pode indicar doença renal. Os cilindros são classificados conforme o material incluso neles.
• CRISTAIS:
Uma grande variedade de cristais pode ser encontrada na urina. A formação de cristais é influenciada pelo pH , densidade e temperatura da urina. Ainda que a maioria dos cristais não tenha significado clínico, existem alguns cristais que aparecem na urina por causa de alguma desordem metabólica.
*CRISTAIS DE URINA ÁCIDA (NORMAL) - Uratos amorfos, ácido úrico, oxalato de cálcio.
*CRISTAIS DE URINA ALCALINA (NORMAL) - fosfatos amorfos, fosfato triplo, carbonato de cálcio.
*CRISTAIS DE URINA ANORMAL - Cistina, leucina, tirosina, colesterol e sulfonamidas.
• CONTAMINANTES OU ARTEFATOS:
Estes são elementos não originados do trato urinário que podem contaminar a urina, no momento da passagem da mesma pela uretra e pela vagina, ao ser expelido. A contaminação por elementos presentes no ambiente pode ocorrer durante a coleta, armazenamento e processamento da amostra. A identificação dos contaminantes é necessária para uma correta interpretação do resultado do exame e, também, para auxiliar no diagnóstico de doenças ou infestações.
Os principais contaminantes ou artefatos que podem ser observados no sedimento urinário são:
Ø Espermatozóides: Estas células podem estar presentes tanto em amostras de urina de homens, quanto de mulheres. A presença de espermatozóides em amostras de urina de mulheres não deve ser relatada, por questões éticas, a não ser quando há solicitação explícita de comprovação de abuso sexual. Em amostras de urina de homens a presença de espermatozóides pode indicar espermatorréia, uma das causas de infertilidade masculina; nesses casos deve-se relatar a presença de espermatozóides. Esses são facilmente reconhecidos pela cabeça oval, com tamanho de 4 a 6 micra, e pela cauda de 40 a 60 micra de comprimento.
Ø Leveduras: As células leveduriformes podem ser observadas no sedimento urinário devido à contaminação por secreção vaginal ou ainda por contaminação pela pele ou pelo ambiente. As leveduras estão presentes em secreções vaginais de indivíduos com infecção pelo fungo, freqüentemente em pacientes diabéticos e/ou imunossuprimidos. As principais leveduras observadas são Candida sp. Essas se apresentam como células ovóides, com tamanho de 5 a 7 micra, incolores e refringentes. Muitas vezes apresentam brotamentos, devido à germinação, e pseudohifas. Na transcrição do resultado a presença de leveduras deve ser relatada da seguinte forma: "Presença de células leveduriformes (pseudohifas) com aspecto morfológico de Candida sp".
ØParasitos: O parasita que pode ser encontrado com maior freqüência no sedimento urinário é o Trichomonas vaginalis. Este protozoário é responsável por infecções vaginais e pode também infectar a uretra, a bexiga e a próstata. Nesses casos o protozoário poderá ser, também, observado em amostra de urina recente, sendo facilmente identificado pela motilidade. Por ser um protozoário flagelado e apresentar uma membrana ondulante, este se movimenta, girando no campo, sem direção. O parasita é ovóide, com a sua maior dimensão da ordem de 30 micra; apresenta um núcleo e alguns vacúolos citoplasmáticos, o que facilita a sua identificação, quando não está em movimento. O corante de Sternheimer-Malbin é utilizado para diferenciá-lo de leucócitos e/ou células epiteliais. Esses elementos se coram de roxo, enquanto o Trichomonas não se cora. Ovos ou larvas de parasitas também podem ser encontrados no sedimento urinário devido à contaminação fecal e por falta de assepsia adequada.
Ø Diversos: No sedimento urinário podem ser encontrados também outros elementos contaminantes, tais como: grânulos de amido, fibras vegetais, bolhas de ar, gotículas de gordura, fragmentos de vidro, corantes, grãos de pólen, tecidos vegetais, pêlos, ácaros, asas de insetos, etc.
Imagens de cilindros, cristais e células encontrados na sedimentoscopia:
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